quinta-feira, 13 de maio de 2010

A mídia e a adultização da infância

Paradoxo – perplexidade para alguns; desolação para outros. A realidade é que o período da infância está sendo invadido pelos modismos veiculados pela mídia, que vem dificultando, de forma ousada, uma transição saudável entre a infância e a adolescência. Importante dizer que o conceito de infância tem origem latina no vocábulo infantia e significa incapacidade de falar. Até o século XVII, a criança era considerada um adulto em miniatura, dependente e devendo obediência aos adultos em troca de proteção por sua fragilidade. Foi a partir dessa idéia de proteção, amparo e de cuidados biológicos, somados à submissão a uma rígida disciplina, que criança atingiu o status de adulto. Assim, essa fase do desenvolvimento humano vai aos poucos ocupando lugar de destaque nas pesquisas de modo a ser considerada por Freud (o pai da psicanálise), no século XX, como um período de latência, uma espécie de preparo do corpo em todas as suas nuances – físicas, hormonais, cognitivas, emocionais, sexuais, entre outras – para, lentamente, chegar à adolescência.

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